A noite de sábado chegava calma em Vila Aurora, como tantas outras. O céu estava pontilhado de estrelas discretas e o cheiro de terra úmida depois da garoa pairava no ar, trazendo um frescor que parecia lavar até pensamentos. A pequena rua onde Mariana morava respirava quietude. Uma quietude que não fazia ideia da reviravolta que se aproximava.
Dentro do apartamento, a vida seguia num ritmo leve e caseiro. Guilherme corria pela sala com o caminhão de bombeiros que Matheus havia trazido na noite