A noite caiu pesada sobre a cidade.
Da varanda da mansão, a escuridão parecia respirar comigo. Silenciosa, densa, perigosa. O céu estava limpo, mas ainda assim havia um cheiro no ar… o cheiro de algo queimando, distante, quase imperceptível, mas eu sabia exatamente o que era.
Desci até a sala e servi uma dose generosa de whisky. As primeiras notícias começaram a pipocar na televisão da sala.
Eu estava sozinho, sentado na poltrona de couro. A luz azulada da TV dançava pelas paredes como um espe