A sala mergulhou em um silêncio denso, o tipo que parece carregar eletricidade no ar, como se antecedesse um temporal iminente. Eu ainda respirava com esforço, o corpo vibrando pela descarga de adrenalina da briga, as mãos quentes, enquanto Margo permanecia caída no chão, amparada pela mãe, exibindo no rosto as marcas vermelhas das bofetadas que, sinceramente, ela havia dado com precisão quase artística.
“Agora chega. Vamos colocar tudo na mesa. O que está acontecendo aqui?”
Margareth soltou