A claridade filtrava pelas cortinas da UTI, suave como um sussurro. O som dos monitores cardíacos preenchia o ambiente, constante, quase reconfortante. Elisa dormia na poltrona ao lado do leito de Eduardo, as mãos entrelaçadas às dele, como quem não queria soltá-lo por nada no mundo.
Já se passavam dois dias desde o acidente. E agora, um leve movimento nos dedos de Eduardo fez Elisa despertar com o coração acelerado.
Eduardo? ... chamou, aproximando-se, os olhos cheios de expectativa.
Ele