A tarde estava quente no Rio. O céu azul, quase sem nuvens, contrastava com a tensão que se acumulava nas sombras.
Elisa caminhava pelo calçadão de Ipanema, aproveitando um raro momento de folga após uma longa semana no hospital. Fones de ouvido, música suave e o vento bagunçando seus cabelos. Estava tranquila, com um leve sorriso nos lábios.
Eduardo, do outro lado da rua, a observava de longe.
Tinha saído do trabalho mais cedo, decidido a surpreendê-la. Levava consigo um pequeno embrulho —