A manhã se erguia com preguiça sobre a orla de Ipanema, tingindo o céu de um azul suave. O sol ainda lutava para surgir entre as nuvens finas, e a brisa salgada varria a areia com suavidade.
Elisa corria todos os dias àquela hora, antes que a cidade acordasse por completo.
Tênis brancos, cabelo preso em um rabo de cavalo alto, fones de ouvido tocando música clássica em volume baixo.
Seus passos eram leves, ritmados.
Aquele era o único momento em que se permitia não pensar.
Não em cirurgias