O quarto de hotel estava silencioso. A noite em São Paulo seguia quente, abafada. Mas Eduardo não ligava para o calor nem para o cansaço.
Ele ainda sentia o som do violino pulsando dentro do peito.
A imagem dela ... ou melhor, de Clara Vianna, brilhava em sua mente como uma luz que não se apagava mais.
Voltara do teatro sem conseguir vê-la.
Sem confirmar com os próprios olhos o que o coração já sabia: era Elisa.
E agora, com a dúvida rasgando sua alma, ele buscava uma forma de se cone