O domingo amanheceu com uma luz suave entrando pela janela da cozinha. Helena estava acordada há horas, sentada à mesa com uma xícara de chá fria e o caderno aberto diante de si. As páginas estavam em branco, mas pela primeira vez, ela não sentia medo delas. Sentia respeito. Como quem encara um espelho pela primeira vez.
A noite anterior ainda pulsava em sua memória. Rafael, sentado ao seu lado, em silêncio. O abraço firme. O chá quente. A música baixa. A sensação de que, mesmo no caos, havia e