Mundo de ficçãoIniciar sessãoAyla sempre acreditou que o amor era feito de notas suaves e sorrisos compartilhados. Aos 15 anos, durante uma viagem para o condomínio na serra, ela conhece um jovem misterioso que toca piano como se contasse segredos com os dedos. Entre melodias ao pôr do sol, fogueiras em noites frias e trocas de sonhos, nasce um amor juvenil intenso — até que um acidente muda tudo. Ela perde a memória. Ele perde a única prova de que ela existiu. E ninguém acredita nele. Dez anos depois, Ayla é uma jovem editora de som, determinada e cética sobre o amor. Noah, agora um cantor em ascensão, cruza novamente seu caminho. Ele lembra de tudo. Ela não. Mas o reencontro traz à tona memórias adormecidas, segredos de família e uma ligação mais profunda do que imaginavam. Eles eram apenas dois adolescentes apaixonados. Mas o passado guarda verdades que vão mudar tudo: traições que nunca aconteceram, pais que esconderam amores e um laço de sangue que pode separá-los para sempre. “Ele Me Cantou Primeiro” é um romance sobre amor, memória, segredos e a força da música que conecta almas — mesmo quando tudo parece perdido.
Ler maisPrólogo
Me llamo Nerina Vassiliou, y mientras miro por la ventana del avión, siento cómo Londres se aleja de mí y Grecia se aproxima, tan real y tan llena de recuerdos que duelen y me queman la garganta. A mi lado, mis tres hijos duermen ajenos a todo, protegidos por la fragilidad de la inocencia que yo alguna vez perdí. Sus respiraciones pausadas y suaves me anclan al presente, me recuerdan que no estoy sola, que no soy la misma mujer que partió hace cinco años con el corazón hecho pedazos y la dignidad arrancada de mis manos.
Recuerdo claramente la noche en que todo se derrumbó. Artemis Stavros, el hombre que decía amarme con cada fibra de su ser, me miró con ojos llenos de acusación y desprecio, convencido de que yo lo había traicionado. Dos años juntos, construyendo sueños, compartiendo secretos, y de repente, todo se volvió mentira a sus ojos. Lo que no sabía él, ni nadie, era que mi corazón siempre le perteneció, y que la traición era solo un invento de aquellos que querían derribarme. Incluso mi padre, mi propio padre, creyó las mentiras de un mundo que nunca quiso ver mi verdad. Me sentí sola, atrapada en un país que ya no reconocía como mío, y con el dolor latiendo en cada poro de mí ser tomé la decisión más difícil de mi vida: huir.
Huí no solo para salvarme, sino para proteger lo que más amaba y que jamás nadie podría tocar: mis hijos. Cinco años atrás no existían todavía, pero hoy son mi escudo, mi fuerza, y la razón por la que regreso. Ellos no conocen el peso del pasado, ni las lágrimas que derramé en silencio, ni la humillación que soporté cuando mi nombre fue mancillado. Ellos solo conocen a su madre, la mujer que los ha criado, los ha amado y los ha mantenido a salvo en cada paso del camino. Y ahora, mientras los observo dormir, sé que ha llegado el momento de cambiarlo todo.
El avión se inclina ligeramente, y siento cómo el corazón se me acelera, una mezcla de miedo y determinación que me recuerda que no puedo fallar. Cuando pise tierra griega, Artemis Stavros y todos los que me dieron la espalda descubrirán que Nerina Vassiliou no es más la mujer indefensa que creyeron destruir. Cada mentira será desenmascarada, cada traición será devuelta, y yo reclamaré lo que me pertenece: mi nombre, mi honor, y la vida que me arrebataron. No habrá excusas, no habrá perdones automáticos; la justicia tendrá mi rostro, y será implacable.
A veces cierro los ojos y veo las noches interminables en las que lloraba sola, los días en que me preguntaba cómo alguien a quien le di todo podía volverse contra mí. Esas imágenes ya no me hacen temblar; al contrario, alimentan mi fuego. No vine a llorar. No vine a suplicar. Vine a demostrar que quien juega con la verdad ajena terminará pagando el precio y aunque mis hijos todavía duermen, puedo sentir que mi determinación se refleja en ellos. Ellos son la prueba de mi resistencia, la razón por la que no permitiré que nada ni nadie destruya lo que hemos construido en silencio.
Pronto pondré un pie en el país que una vez me rechazó, y todo cambiará. Cada palabra que dije, cada sonrisa que di, cada proyecto que creé en Londres, todo me ha preparado para este momento. Artemis Stavros descubrirá que el tiempo y la distancia no me han debilitado; al contrario, me han hecho más astuta, más fuerte y más temible. De esa manera cuando me vea con mis hijos a mi lado, comprenderá que no hay vuelta atrás. La Nerina que se fue no volverá. La Nerina que regresa sabe exactamente lo que quiere, y hará que se haga justicia… cueste lo que cueste.
Miro una vez más a mis hijos y sonrío. Ellos son mi mundo, mi victoria anticipada, y la razón por la que nada me detendrá. Grecia nos espera, y con cada kilómetro que nos acerca a nuestra tierra, siento que mi pasado finalmente será enfrentado y mi futuro será reclamado. Nadie más decidirá por mí. Esta vez, yo soy quien dicta las reglas.
"Certas memórias dormem, mas o coração sempre vigia." — Autor DesconhecidoO fim de expediente na 360° costumava ser silencioso para Ayla. O movimento dos artistas diminuía, os corredores ficavam mais vazios, e ela se sentia quase em paz, como se aquele fosse o único momento em que conseguia ouvir a própria respiração.Naquela quinta-feira, no entanto, o silêncio veio acompanhado de passos que não eram os seus.— Tá indo embora? — a voz masculina ecoou atrás dela.Ela se virou devagar. Noah.
"Às vezes, não é a primeira troca de palavras que acende algo, mas o primeiro olhar que não quer ir embora."Ayla deixou a mesa discretamente e seguiu para o banheiro. O espelho devolveu a imagem de um rosto marcado por lágrimas, ainda que ela tentasse disfarçar. A maquiagem borrada não era nada comparada ao peso no peito. Respirou fundo, puxou o batom da bolsa e passou uma camada fina nos lábios.— Não vai estragar a noite… — murmurou para si mesma, como se pudesse convencer o próprio coração.Antes de sair, ensaiou um sorriso rápido. Não parecia verdadeiro, mas seria suficiente para atravessar o salão sem chamar atenção.Do outro lado, Noah observava. Conversava com Lucas, mas seus olhos permaneciam fixos na porta do banheiro feminino. Havia algo no modo como ela fugia, como se cada vez que sumisse carregasse uma parte dele junto.— Ela chorou, não foi? — perguntou em tom baixo, quase como se fosse um segredo que não queria ouvir.Lucas girou o copo de drink nas mãos, pensativo. —
"Há músicas que não se escutam com os ouvidos, mas com as cicatrizes." — Autor DesconhecidoEduardo Menezes apareceu na sala de edição com o ar de quem finalmente tinha um segundo para respirar. Ayla, que revisava cortes de uma propaganda, notou o sorriso raro no rosto do chefe.— Ayla, já tem duas semanas que você entrou pra equipe e eu nem consegui dar uma recepção como merece. — Ele apoiou as mãos na mesa dela. — Vamos marcar algo? Um jantar com o pessoal?Ayla piscou algumas vezes, surpresa. — Um jantar?— Sim, nada formal. Apenas um “bem-vinda ao time”. Sábado à noite?Ela pensou rápido e logo sorriu. — Pode ser no Luna Café & Pub, o lugar da minha amiga Bianca. É aconchegante e ótimo pra reuniões assim.— Perfeito. Organiza com ela?Bianca, quando soube da ideia, quase pulou de alegria. — Você tá falando sério, Ayla? A 360° no meu pub? — ela perguntou, segurando o avental. — Vou fechar o andar de cima só para vocês!Ayla riu da empolgação da amiga. — Só não pede autógrafo d
"Algumas memórias não estão na mente, estão gravadas no corpo, esperando o momento certo para acordar." — Autor DesconhecidoAyla sentia o peso de olhares, mesmo quando ninguém estava olhando. Não era apenas impressão. Desde que Noah Valente começou a frequentar mais vezes a sala de edição, algo no ar mudou. Colegas trocavam comentários, trocavam olhares cúmplices, quase disfarçando os sorrisos. O ambiente antes tão neutro e silencioso parecia carregado, como se todos imaginassem algo que ela mesma não conseguia enxergar.A tela aberta mostrava o clipe de uma banda pop.





Último capítulo