Layla
Kaleo ficou em silêncio um tempo. Depois, a mão dele subiu pela minha coluna numa carícia que apagava incêndios nascituros.
— Fala comigo um pouco. — pedi, quase com vergonha de precisar do som.
— Sobre o quê?
— De você.
Ele respirou fundo, como quem toma coragem para dizer aquilo que não cabe na armadura.
— Eu passo o dia pensando em como não encostar em você. — confessou, a voz roca de verdade — E, quando encosto, penso em como sobreviver ao que vem depois.
— E o que vem depois?
— Paz.