Kaleo
O vestido subiu com meus dedos, tecido obediente. O mundo restringiu-se ao calor entre as minhas mãos, ao sim que ela já tinha me dado, repetido em pele.
— Você é meu inimigo… — ela insistiu, tentando segurar o último bastião da lógica, mas já sem ar de tribunal.
— E mesmo assim me chama. — Encostei a testa na dela — Fala de novo.
— Me beija.
Obedeci como quem comanda. Minha mão achou o contorno da renda novamente e, desta vez, eu pausei de novo, o polegar no limite do proibido.
— Diz.
Os