Kaleo
Eu a segui.
Noite funda, vento cortando esquinas e trazendo risos em migalhas. Layla estava com Sarah na calçada, dividindo um doce barato como quem partilha alívio.
Ela ria com a cabeça jogada para trás, e eu, escondido na sombra, ouvi o corpo dela antes de ouvir a rua. Quando se despediram e ela entrou sozinha em casa, minha decisão ficou do tamanho do meu peito: não recuo.
Cruzei a rua com o silêncio de quem conhece o terreno. O portão baixo foi só um detalhe, casas que confiam demais