Kaleo
A madrugada me encontrou encostado na porta da casa dela, rindo baixo do absurdo que sou. Saí devagar para não acordar ninguém ao redor e atravessei a rua com o corpo ainda vibrando, pele ardendo do lugar onde a boca dela me rememorava como brasas. Voltei a pé, sem chamar carro, como se o asfalto frio pudesse me ensinar disciplina. Não ensinou.
Na cobertura, larguei o terno como quem abandona uma armadura que finalmente pesou. A cidade dormia em blocos. Eu, não. O ar do terraço tinha gost