Helena acordou antes do despertador. Não foi um despertar brusco, nem inquieto — foi leve, quase silencioso, como se o corpo tivesse decidido, sozinho, que já era hora de começar o dia. Ficou alguns segundos olhando o teto do quarto, percebendo algo novo naquela manhã: o peso no peito que costumava acompanhá-la havia diminuído. Não desaparecera por completo, mas estava diferente. Mais suave. Mais suportável.
Ela sorriu de leve, ainda deitada, e fechou os olhos por um instante, permitindo-se lem