Helena desceu os últimos degraus do prédio com o coração acelerado, mesmo tentando se convencer de que não havia motivo para tanto nervosismo. Era apenas um almoço. Apenas Arthur. Apenas Miguel. Mas o corpo não sabia fingir normalidade quando algo essencial estava prestes a acontecer.
Ao atravessar a porta de vidro, ela o viu.
Arthur estava encostado no carro, os braços cruzados de maneira relaxada, como se estivesse ali há algum tempo. Vestia uma calça de tom neutro e uma camisa esporte social