Arthur desligou o carro em frente ao prédio e ficou alguns segundos com a testa apoiada no volante. O coração ainda batia forte demais para uma despedida aparentemente simples. Ele tinha acabado de deixar Helena na porta, tinham trocado poucas palavras — palavras suficientes — e agora o silêncio parecia ensurdecedor.
Ela não olhara para trás ao entrar no prédio.
Não por indiferença.
Mas porque, se olhasse, talvez não conseguisse subir sozinha.
Arthur respirou fundo, deu a partida e seguiu para