Arthur não lembrava da última vez em que perdera completamente o controle dos próprios pensamentos.
Não era raiva. Não era desejo puro. Era algo mais profundo, mais perigoso — um desespero silencioso que apertava o peito e roubava o ar. Desde a conversa com Miguel, desde as palavras cuidadosas de Dona Maria, algo dentro dele havia se rompido.
Helena não saía da sua mente.
Não como lembrança distante, nem como fantasia. Ela estava ali como presença. Como urgência. Como uma verdade que ele vinha