A casa estava silenciosa demais para o fim de uma tarde comum.
Arthur percebeu isso assim que fechou a porta atrás de si. Não era o silêncio natural de um lar em ordem — era um silêncio carregado, quase expectante, como se as paredes guardassem perguntas que ele não queria responder.
— Tio! — a voz de Miguel veio da sala, animada como sempre.
Arthur largou a pasta sobre o aparador e foi ao encontro do menino. Miguel estava sentado no tapete, cercado de carrinhos, organizando-os com uma concentr