Arthur
Arthur dirigia pelas ruas quase vazias da cidade como se estivesse em piloto automático.
As mãos firmes no volante contrastavam com o turbilhão dentro do peito. O silêncio no carro era denso, pesado demais para ser preenchido com música ou conversa. Clara estava ao seu lado, olhando pela janela, aparentemente tranquila — mas ele sabia que aquela tranquilidade era frágil. Observadora. Atenta.
O leilão havia terminado, mas algo muito maior havia começado.
A imagem de Helena não o deixava.