Arthur acordou antes do despertador.
Não foi um despertar brusco, mas um retorno lento à consciência, como se tivesse passado a noite inteira preso em um lugar onde o corpo descansou, mas a mente não. O quarto ainda estava mergulhado na penumbra, cortado apenas pela luz fraca que entrava pela fresta da cortina. Ele ficou deitado por alguns segundos, encarando o teto, tentando identificar o peso estranho que pressionava seu peito.
Não era dor.
Era ausência.
Virou o rosto para o lado, esperando