Arthur estava sentado no sofá, com o celular na mão, encarando a tela sem realmente enxergar as palavras. A casa estava silenciosa demais naquela noite. Miguel já dormia, Dona Maria recolhera-se cedo, e o vazio parecia ecoar em cada canto.
Quando o celular vibrou, ele quase não reagiu.
Clara.
“Oi, Arthur. Pensei em você hoje. Que tal jantarmos juntos esta noite?”
Ele fechou os olhos por um instante.
Não era Clara exatamente. Era o que ela representava: normalidade, previsibilidade, ausência de