Lucas sempre acreditou que o amor fosse uma construção. Um terreno firme, escolhido com cuidado, onde se assentam tijolos de presença, constância e segurança. Nada de tempestades inexplicáveis. Nada de abismos emocionais. Para ele, amar era oferecer chão.
Foi com esse pensamento que estacionou o carro em frente ao prédio de Helena naquela noite. Ajustou o retrovisor, respirou fundo e desceu. Não estava nervoso — estava decidido. Havia uma diferença grande entre uma coisa e outra.
Helena aparece