O quarto de hóspedes estava mergulhado em um silêncio quase absoluto, quebrado apenas pelo som distante da chuva que ainda insistia em cair, agora mais fraca, como se também estivesse cansada. Helena estava deitada de lado, encarando a parede, os olhos abertos, o coração acelerado demais para permitir qualquer descanso.
O beijo.
A lembrança vinha como uma onda, repetidas vezes, sem pedir licença. O toque das mãos dele em seu rosto, o calor, a urgência contida, a forma como o mundo pareceu desapa