O céu já estava carregado quando o taxi parou em frente à casa de Arthur. Nuvens escuras se acumulavam como se refletissem exatamente o que ela sentia por dentro. O coração batia acelerado, não de medo, mas de raiva — uma raiva misturada com frustração, saudade e uma sensação amarga de estar sendo afastada sem explicação.
Ela respirou fundo por um segundo, mas não deu tempo para o bom senso intervir. Abriu a porta do carro decidida, sentindo as primeiras gotas de chuva caírem sobre seus cabelos.
Caminhou até a porta e tocou a campainha com mais força do que pretendia.
Arthur abriu a porta poucos segundos depois, visivelmente surpreso. Vestia uma camiseta simples e calça escura, o cabelo levemente bagunçado, como se tivesse sido arrancado de um pensamento profundo.
— Helena? — ele disse, confuso. — O que você…?
— Posso entrar? — ela perguntou, já ultrapassando o limite da porta antes mesmo da resposta.
Arthur deu espaço automaticamente, fechando a porta atrás dela enquanto tentava ente