O céu já estava carregado quando o taxi parou em frente à casa de Arthur. Nuvens escuras se acumulavam como se refletissem exatamente o que ela sentia por dentro. O coração batia acelerado, não de medo, mas de raiva — uma raiva misturada com frustração, saudade e uma sensação amarga de estar sendo afastada sem explicação.
Ela respirou fundo por um segundo, mas não deu tempo para o bom senso intervir. Abriu a porta do carro decidida, sentindo as primeiras gotas de chuva caírem sobre seus cabelos