Helena acordou com o coração acelerado, como se tivesse corrido uma longa distância durante o sono. O lençol estava levemente embolado entre seus dedos, e a sensação ainda viva em seu corpo não combinava com a luz suave da manhã que entrava pela janela. Demorou alguns segundos para lembrar onde estava, em que tempo vivia, quem era agora.
O sonho — ou lembrança — ainda pulsava.
Ela estava em outro lugar. Um jardim amplo, antigo, com árvores frondosas e um cheiro de terra molhada no ar. Vestia um