Arthur
A casa estava silenciosa demais naquela tarde. Não o silêncio confortável de quem descansa, mas aquele que amplifica pensamentos. Arthur andava de um lado para o outro na sala, segurando o termômetro enquanto observava Miguel dormir no sofá, coberto por um cobertor leve de super-heróis.
O menino respirava melhor agora. O soro havia ajudado, o remédio começava a fazer efeito, mas Arthur ainda não conseguia relaxar por completo. Sentia-se responsável por cada respiração do sobrinho, como s