O inverno chegou devagar, como tudo que aprendia a existir no ritmo novo de Isadora. As manhãs vinham cobertas por uma névoa fina, e o rio, agora mais lento, parecia espelhar o céu nublado. A casa estava cheia de sinais de vida: o cheiro de pão no forno, o rastro das pegadas de Rafael na varanda, o farfalhar das folhas que o vento espalhava pelo quintal. O tempo deixara de ser um inimigo — tornara-se companheiro, um som de fundo constante e brando.
O que antes fora uma vida feita de urgências a