O silêncio do escritório particular de Duarte era quase sagrado. Nenhuma luz entrava pelas janelas, mantidas fechadas por longas cortinas pesadas. O ambiente cheirava a couro, tabaco caro e velhas conquistas.
Ele estava diante de um painel digital. Mapas, nomes, rotas. Fotografias de Helena, Leonardo, Cláudia, e de outros rostos apagados, peças que ele movera e descartara conforme necessário.
— A senhorita Ferraz agiu exatamente como previsto — disse um homem de terno escuro atrás dele, cruzand