Quando Elô acordou, o sol ainda não tinha nascido por completo.
Havia uma névoa fina sobre os trilhos abandonados e um cheiro metálico no ar — algo entre ferrugem e memória antiga. A caixa da carta permanecia aberta ao seu lado, a esfera de memória repousava dentro do bolso da jaqueta e, por um instante, ela não teve certeza se tudo aquilo havia sido real.
Mas então ela viu o símbolo na carta, o mesmo entalhado em seu colar. E soube: estava no caminho certo.
Ou, ao menos, no único caminho que l