O último sino do Instituto da Escuta soou às 4h44.
Era o chamado para o silêncio absoluto — o momento em que o mundo do lado de fora cessava, e os que ainda permaneciam dentro da cúpula ouviam apenas a si mesmos.
Elô estava sentada de pernas cruzadas no jardim de pedra, sob a figueira que crescia inclinada, como se escutasse os ventos antes que eles chegassem. Desde criança, aquele lugar era seu abrigo. Agora, era sua despedida.
Naquela noite, Elô não vestia o manto escuro dos aprendizes, nem c