O sol daquela manhã parecia mais dourado do que nunca. A luz entrava pelas janelas da casa e se espalhava em partículas que dançavam no ar, como se cada raio carregasse lembranças dos dias que haviam ficado para trás. O rio corria sereno, com o brilho manso das águas em paz, e o vento soprava com o mesmo tom de voz que Isadora aprendera a reconhecer — o som da vida continuando, sempre.
Ela acordou antes de Rafael, como costumava fazer, e caminhou até a varanda. O horizonte estava calmo, as árvo