Naquela manhã, Helena acordou antes do despertador.
Abriu os olhos e por um instante ficou ali, deitada, observando o teto branco. A respiração era tranquila, o peito firme. Era estranho sentir paz… depois de tanto tempo afundada no caos.
Mas havia algo novo nela. Um fogo silencioso. Um tipo de calma que só quem sobreviveu à guerra conhece.
Ela se levantou, foi até o espelho do banheiro e se encarou.
— Chegou a minha hora. — murmurou.
No escritório da empresa, os corredores pareciam mais silenc