LILIBET
— Mamãe… — Lilibet correu para perto de mim, cruzando os braços, os olhos faiscando. — Ele não pode fazer isso com a gente!
Eu respirei fundo, mas a fúria já me dominava.
— Pode sim. E fez.
— Mas nós não sabemos fazer nada, mamãe! — ela protestou, como se fosse um absurdo. — Eu não vou estudar. Não vou me rebaixar a trabalhar que nem uma empregadinha.
— Cala a boca, menina. — sibilei, mordendo os lábios. — Você só piora as coisas falando assim.
Ela riu, debochada.
— Pois eu vou di