O silêncio dentro do carro ficou pesado por alguns segundos, até que papai respirou fundo e se virou para mim. O olhar dele, firme e dolorido, me atravessou como se pudesse enxergar cada verdade escondida.
— Quem foi que bateu em você? — perguntou, e a voz dele saiu grave, quase um sussurro contido.
Segurei forte a alça da mochila, desviando o olhar.
— Por que o senhor está falando isso?
Ele não piscou, não vacilou.
— Porque essa marca no seu rosto é de mão, Ivy. Não é de porta. Eu conheço