Emma
O interior era caos organizado, um universo paralelo: música eletrônica pulsando como um coração gigante, graves vibrando no peito e nas costelas, luzes estroboscópicas cortando a escuridão em flashes brancos, azuis e roxos que faziam os corpos parecerem fantasmas dançando. O ar era denso — suor, perfume caro, álcool derramado, fumaça de cigarros eletrônicos. Copos tilintando, risos altos, conversas abafadas, o cheiro de couro dos sofás misturado ao doce de drinks. Dante me guiou pela mult