Emma
Acordei com o corpo pesado de prazer, os lençóis enrolados nas pernas como correntes suaves, o braço forte de Dante ao meu redor, me ancorando em uma ilusão de segurança que eu sabia ser frágil. O sol entrava pelas cortinas entreabertas, pintando faixas douradas no quarto dele, iluminando a cicatriz no rosto dele como uma linha de prata. Olhei para ele — os olhos escuros semicerrados, um sorriso preguiçoso nos lábios, uma vulnerabilidade que ele raramente mostrava. Por um momento, na noite