Emma
No carro, o silêncio era pesado, o motor ronronando baixo enquanto cortamos as ruas escuras de volta à mansão. Dante dirigia, uma mão no volante, a outra no meu joelho, o polegar traçando círculos lentos, reconfortantes — ou possessivos. Olhei pela janela, as luzes borrando como lágrimas, refletindo sobre tudo. Não posso correr o risco de perder mais ninguém. Se eu tiver com Salazar ele não vai precisar atacar, mas não: fugir acaba com a desculpa. Deixarei uma carta dizendo que fugi por vo