Dante
O chão frio do escritório ainda mordia minhas costas, o suor secando na pele como uma camada de arrependimento, o peso do corpo de Emma sobre mim como uma corrente que eu não queria — nem conseguia — soltar. Meu peito subia e descia em golfadas irregulares, o coração martelando como se quisesse escapar do peito e confessar tudo sozinho. Que porra foi essa? A raiva ainda pulsava nas veias, misturada ao prazer que me deixava zonzo, a mente girando em um redemoinho de culpa, desejo e algo ma