Dante
A noite estava silenciosa, exceto pelo tique-taque do relógio na mesa de cabeceira, cada segundo ecoando como um lembrete do tempo que eu não podia controlar. Deitado na cama, os olhos fixos no teto escuro do meu quarto, eu tentava apagar a sensação dos lábios de Emma contra os meus. O beijo no corredor, tão breve, tão contido, havia aberto uma fenda em mim, uma rachadura que eu não podia ignorar. Era mais do que desejo — era algo perigoso, algo que ameaçava a ordem que eu construíra com