Dante
O pesadelo veio como uma onda, arrastando-me para o passado com uma clareza cruel. Eu estava no carro, as mãos firmes no volante, o ronco do motor um eco distante sob a voz desafinada de Laura, minha esposa, cantando uma música antiga que ela adorava. Seu cabelo loiro brilhava sob a luz do sol poente, e ela virava o rosto para mim, rindo, os olhos verdes cheios de vida.
— Você vai assustar o bebê com esse som — brinquei, a voz leve, um sorriso escapando enquanto a olhava. Era raro me senti