Capítulo 15

Dante

A raiva borbulhava em meu peito como um vulcão prestes a erupcionar, cada passo que eu dava pelas escadas da mansão ecoando como um trovão no silêncio da noite. Como ela ousava? Emma, com seus olhos castanhos flamejantes e sua língua afiada, me tratando como se eu fosse um sequestrador comum, um homem sem honra, quando tudo o que eu fizera era salvá-la de um destino pior. O jantar fora uma humilhação — ela me provocando sobre prostitutas, acusando-me de sequestro, saindo da mesa como se eu não fosse o dono daquela casa, o homem que controlava vidas e mortes com um simples gesto. Desrespeito. Dentro da minha própria casa, onde minha palavra era lei, onde ninguém ousava me desafiar. Meu punho se fechou, os nós dos dedos brancos, enquanto eu me dirigia ao quarto dela, a fúria cegando qualquer resquício de razão.

Eu me sentia um idiota por ter tentado ser gentil, por perguntar sobre sua mãe, sobre seus sonhos de medicina. Ela me via como um monstro, e talvez eu fosse, mas ela não en
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