Emma
Coloquei Luca para dormir e estava voltando para o meu quarto quando vi Maria. A expressão dela era uma mistura de preocupação e determinação, o avental impecável como sempre, mas os olhos carregando um aviso que eu já conhecia.
— Emma — disse ela, a voz calma, mas com um tom que não admitia recusa. — O senhor Dante quer que você jante com ele hoje à noite.
Minhas entranhas se contraíram. Jantar com ele? O almoço já havia sido um teste de paciência, com seus olhos negros me estudando como se eu fosse um enigma a ser desvendado. A ideia de compartilhar outra refeição, de enfrentar aquele olhar novamente, fez meu coração disparar de receio.
— Por quê? — perguntei, levantando-me, a voz mais aguda do que eu pretendia. — Por que ele quer fazer todas essas refeições comigo? O que ele quer de verdade?
Maria suspirou, cruzando os braços, o rosto suavizando por um instante.
— Isso você vai ter que perguntar a ele, menina. Eu só passo o recado.
A resposta dela não me tranquilizou. Dante er