Capítulo 13

Dante

O escritório estava envolto na penumbra da tarde, a luz filtrada pelas cortinas de veludo pesado lançando sombras que dançavam nas estantes de livros encadernados em couro. O aroma de tabaco e madeira polida impregnava o ar, misturado à tensão que eu carregava como uma segunda pele. Sentado à mesa de carvalho, o charuto queimava lentamente entre meus dedos, a brasa refletindo nos relatórios espalhados à minha frente. Listas de carregamentos do porto, mapas de rotas clandestinas, nomes de contatos — cada detalhe era uma peça no tabuleiro do meu império, um jogo que eu dominava com precisão cirúrgica. O cartel não dormia, e eu não podia me dar ao luxo de hesitar. Um erro, por menor que fosse, poderia derrubar tudo o que construíra.

Um toque seco na porta interrompeu meus pensamentos. Marco entrou, o rosto marcado por cicatrizes que narravam anos de lealdade e violência. Ele era meu braço direito, o homem que executava minhas ordens sem vacilar, mas cujos olhos sempre pareciam busc
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