Mayara
Eu estava prestes a apagar a última luz da sala quando escuto batidas na porta. O som me assusta. A essa hora? Meu coração dispara. Quem viria até minha casa tão tarde? Seguro a maçaneta, hesitante, e olho pelo olho mágico. Meu estômago dá um nó.
Caíque.
Abro a porta devagar, como se isso me ajudasse a processar o motivo da sua visita. Ele está ali, encostado no batente, as mãos nos bolsos da calça jeans escura, a expressão tensa. Os olhos escuros encontram os meus, e percebo o cansaço mi