A manhã ainda mal tinha clareado quando Yuri parou diante da porta do escritório de Mateo.
Ele respirou fundo antes de bater. Não era medo comum — era aquele tipo de receio que só quem vive na máfia entende: quando qualquer escolha pode ser interpretada como traição.
— Entra — a voz de Mateo soou firme.
Yuri entrou, fechando a porta atrás de si.
— Preciso falar com o senhor — disse, direto. — É sobre o Otton.
Mateo ergueu o olhar no mesmo instante.
— O que ele fez agora?
Yuri hesitou por um seg