Capítulo 22

O quarto ainda estava com o cheiro bom quando Mateo acordou, o perfume de Ayla é confortante para ele.

O céu começava a clarear por trás das cortinas, aquele azul indeciso que anuncia o amanhecer sem pedir licença. Ayla dormia de lado, o rosto relaxado pela primeira vez em dias. Os dedos ainda seguravam a camisa dele, como se tivesse medo de que tudo fosse embora se soltasse.

Mateo ficou alguns minutos apenas observando.

Ele não a beijou ao sair. Não precisava.

Ajustou o vestido sobre o corpo dela com cuidado, como se fosse um pedido de desculpas silencioso. Depois, deixou o quarto antes que o dia pudesse acusá-los.

A mansão já estava acordada quando ele chegou ao escritório improvisado da segurança. Telas ligadas. Relatórios abertos. Yuri estava ali, com um café forte demais na mão.

— Achei que você ainda estivesse dormindo — comentou.

Mateo não respondeu. Aproximou-se do mapa na tela principal.

— Quero tudo sobre o ataque — disse. — Trajetos, armas, tempo de resposta.

Yuri franziu
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