O quarto ainda estava com o cheiro bom quando Mateo acordou, o perfume de Ayla é confortante para ele.
O céu começava a clarear por trás das cortinas, aquele azul indeciso que anuncia o amanhecer sem pedir licença. Ayla dormia de lado, o rosto relaxado pela primeira vez em dias. Os dedos ainda seguravam a camisa dele, como se tivesse medo de que tudo fosse embora se soltasse.
Mateo ficou alguns minutos apenas observando.
Ele não a beijou ao sair. Não precisava.
Ajustou o vestido sobre o corpo dela com cuidado, como se fosse um pedido de desculpas silencioso. Depois, deixou o quarto antes que o dia pudesse acusá-los.
A mansão já estava acordada quando ele chegou ao escritório improvisado da segurança. Telas ligadas. Relatórios abertos. Yuri estava ali, com um café forte demais na mão.
— Achei que você ainda estivesse dormindo — comentou.
Mateo não respondeu. Aproximou-se do mapa na tela principal.
— Quero tudo sobre o ataque — disse. — Trajetos, armas, tempo de resposta.
Yuri franziu