Meredite
O sol de Santorini parecia ter sido feito só pra mim naquele dia. O céu estava tão limpo que doía de bonito, e o mar... um espelho azul que refletia tudo — menos o que eu sentia por dentro.
Cruzei as pernas na espreguiçadeira, ajeitei o chapéu de aba larga e ergui a taça de vinho rosé. O líquido brilhava sob a luz, delicado, quase inocente. Quase. Eu girei a taça devagar, observando as gotas escorrerem pelo vidro — finas, perfeitas, traiçoeiras.
Sorri.
“Senhora Meredith?” — a voz dele