— Eu tô aqui. Não importa o que aconteça.
Diana
Quando a gente entrou no carro, minhas mãos ainda tavam tremendo. Não era frescura, não era drama… era o choque mesmo.
Eu me sentei no banco como se meu corpo estivesse desligado.
Ethan deu a volta e sentou no volante, mas antes de ligar o carro ele virou pra mim.
— Diana… olha pra mim.
Eu olhei, mas meus olhos estavam meio perdidos. Meu cérebro ainda tentava entender o que tinha acontecido. Um segundo eu tava rindo no banheiro porque o sabonete era chique demais. E no outro… meu ex me puxou à força, como se eu fosse propriedade dele.
— Você tá pálida — o Ethan disse, encostando a mão na minha coxa. — Você quer ir pro hospital? Quer ligar pra polícia agora?
Eu engoli o ar, não a palavra proibida, só o ar mesmo.
— Não… eu… eu só quero ir pra casa. Por favor.
Ele não discutiu.
Ligou o carro na hora.
Durante o caminho inteiro, eu fiquei olhando pela janela. O mundo parecia estranho. As luzes passando pela rua, as pessoas andando tranquilas… e eu ali, com um nó no peito.
— Eu devia