Diana
Eu acordei no meio da madrugada com uma sensação estranha.
Não era dor.
Não era enjoo.
Era… vontade. Uma vontade absurda, surreal, totalmente fora da lógica humana.
Eu queria ameixa verde.
Do nada.
Acordei sentando na cama como se alguém tivesse me chamado pelo nome.
— Meu Deus… — murmurei, passando a mão no rosto. — Preciso de ameixa verde. Agora.
Olhei para o lado.
Ethan dormia igual um anjo gigante, respirando pesado, todo jogado na cama. Quase dei dó de acordar.
Quase.
— Ethan — cutuquei.
Nada.
— Ethan…
Ele resmungou, virou de lado e me abraçou achando que era travesseiro.
— Ethan, amor… acorda. — Bati no braço dele com carinho, daquele jeito que não machuca mas perturba.
— Hm… que foi? — ele abriu um olho, só um, igual um gato preguiçoso.
— Eu preciso de ameixa verde.
Ele piscou.
Pisca de novo.
A terceira piscada já veio com a cara de “o quê?”.
— O quê?
— Ameixa verde — repeti. — Eu preciso.
— Agora? — ele perguntou, com a voz meio rouca de sono.
— Sim. Tipo… agora agora.
E