A tarde caiu lentamente sobre a mansão Castelão, espalhando sombras douradas pelas cortinas de linho e pelos corredores silenciosos. Marcus não havia saído do quarto do casal desde que encontrara o caderno. Ainda o segurava entre as mãos como se fosse um relicário — o último resquício palpável de tudo que perdera.
Foi então que a mãe entrou.
Não bateu. Não anunciou. Apenas entrou, como quem entra em um santuário para resgatar uma alma.
Ela o viu ali, sentado na beira da cama, com o olhar distan